Investigação

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Campos vivos emocionais

No Ocidente, somos experts em alegria. Mas não sabemos nada de contentamento.

Alegria é alta, visível, estimulante. Está ligada ao fazer, ao conseguir, ao se mostrar. Excita. Recompensa. Funciona bem nas redes. Mas passa rápido. Esgota.

Contentamento é outra coisa. É silêncio interno. Presença que não precisa provar nada. No corpo, é um repouso. Na mente, uma clareza sem urgência.

Estamos todos confusos. Achamos que calma é tédio. Que pausa é fracasso. Que contentamento é ausência de ambição. E que parar é o mesmo que desistir.

É assim que a mente se perde. Mesmo quando o corpo já sabe.

Medo, raiva, culpa, vergonha — essas frequências emocionais baixas colapsam o corpo. Tensionam, encolhem, apagam a disposição.

O medo aperta o ventre. A raiva consome o fígado. A culpa fecha o peito. A vergonha desorganiza tudo.

E a mente, tentando entender, gira no labirinto. Explica, analisa, justifica — mas não sai do lugar.

É aí que entra o som. Não como música. Mas como fio.

Uma frequência precisa, no tempo certo, pode fazer o corpo lembrar: 639 Hz e o coração se abre. 396 Hz e a terra reaparece nos pés. 285 Hz e a célula se reorganiza. Não é milagre. É caminho. É vibração que ressoa.

Essa é a base da minha pesquisa: o corpo como campo de escuta. A emoção como frequência viva. O som como fio de Ariadne — que conduz pra fora do labirinto, mas só funciona se você estiver disposto a cuidar de si.

Felicidade, aqui, não é fantasia. É o que emerge quando o corpo se alinha e o silêncio mostra o que sempre esteve ali.